Quem dera você tivesse notado que eu estava ali esperando e procurando por você. Ansiando que me puxasse pela mão e me enlaçasse em meio a seus braços. Agora estou vulnerável a teus mais delicados e gentis gestos. Fico quieta, com medo de que o sonho se torne apenas pó, enquanto teus lábios repousam sobre as maçãs do meu rosto quente, e murmuro, esperando que desta vez não esteja atrasada. Eu devia dizer alguma coisa para servir de plano de fundo à imagem deste momento, que inutilmente tento fotografar e guardar comigo. Devia dizer que te amo, mas temo que me rejeite e negue meu amor, como antes fiz com o teu.Se errei por me atrasar, me adiantar agora não vai curar o tempo que você ficou à minha espera. O meu erro é insistir em tentar, mesmo sabendo que já não há mais tempo, as portas já foram fechadas. Devia me arriscar em novos amores, pra não te magoar, relembrando que ignorei seu amor por mim. Devia enterrar as histórias que já vivi, ou que me neguei a viver. Esquecer e deixar que os corações que feri se curem.
Então, não me permito amar você. Não me permito remoer teus antigos sentimentos. Me permito te mostrar que te amo muito, mas não que te quero tanto.
Perdoe meus erros passados, e se agora estou errando de novo. Lamento todo meu amor (e minha demora), pois nossas vidas não cabem mais na mesma história.
Isabela Moraes
12/04/2010
12/04/2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário